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Escola Gráfica
Qualificação faz a diferença

A saúde da indústria gráfica local (Maringá e região) tem conexão direta com a qualificação da mão de obra que movimenta as engrenagens dessas empresas. Em maior ou menor grau, mas sem perderem de vista a importância desse investimento, os empresários do setor já “compraram” definitivamente a idéia de que sem qualificar, não dá pra sonhar alto.
Instalada em parceria com o SENAI, a Escola Gráfica, implantada há dois anos, é um centro formador de craques da impressão em off-set. Ressalve-se que este é o único módulo de Escola Gráfica existente no Sul do país.
Em cada turma, são absorvidos 18 alunos, resultando numa contabilidade que já aponta o saldo de 100 profissionais qualificados nesta área. Mas há, ainda, o Curso de Formação de Arte-finalista ou design gráfico, numa definição mais moderna. Com a intermediação da FIEP e investimentos na ordem de R$ 20 mil, foi possível adquirir licenças originais dos programas Corel Draw, Photo Shop e Page Maker.
Introduzidos nos computadores do laboratório de informática do SENAI, em Maringá, tais programas estão sendo repassados a grupos de 12 alunos por semestre, ocasionando uma oferta de profissionais que o setor gráfico necessita e contrata sem perda de tempo.

CERTIFICADO

Ao final do curso, eles recebem um certificado valioso do ponto de vista profissional. Tanto assim, que 60% dos formados são aproveitados pelas indústrias do setor, o que só faz confirmar o elevado nível do treinamento recebido.
O próprio Singramar se encarrega de manter um cadastro desses alunos e os encaminha aos empregadores quando surgem vagas, o que ocorre com muita freqüência, felizmente.
Num esforço conjugado, do sindicato e das empresas do setor, o curso procura garantir matrículas para aqueles trabalhadores que já atuam na área e necessitam aprimorar seus conhecimentos, valorizando seus currículos e contribuindo para sua ascensão profissional no emprego.

APARAS

É com a comercialização das aparas, no entanto, que o Singramar deu um golpe de misericórdia nas perdas que as indústrias tradicionalmente acumulavam, juntando toneladas de sobras que eram negociadas desordenadamente ou se transformavam num incômodo lixo armazenado em galpões.
Criada a Central de Aparos, essa situação mudou radicalmente. A produção mensal, de aproximadamente 60 toneladas tem, agora, destinação certa, permitindo o repasse dessas sobras para uma empresa especializada, gerando, assim, um faturamento adicional com essa comercialização.
O modelo maringaense, que teve a participação efetiva do sindicato, já se expandiu para Londrina, onde projeto idêntico está em atividade. A criação da central de aparas também está sendo negociada em Curitiba, em fase bastante adiantada. Com isso, confirma-se a tese de que na natureza nada se perde, tudo se transforma. Neste caso, em lucro.
A central de Aparas é, aliás, o embrião da Cooperativa de Compra e Venda de Papel, que em pouco tempo vai viabilizar a transformação desses resíduos em papel já industrializado, para abastecer as empresas associadas.