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11/02/2019

Compliance: Investimento necessário para todas as empresas

Cinque Terre

Compliance é um termo que aparece cada vez mais no meio empresarial. De acordo com Thiago Nascimento, coordenador jurídico da Hughes no Brasil, isso pode ser atribuído ao novo mercado, em que não se busca um lugar para trabalhar apenas pelo salário, mas em razão de um propósito alinhado entre o funcionário e a corporação. “Esse tem sido o maior chamariz para as empresas falarem sobre o assunto. Todos querem trabalhar em um lugar em que podemos confiar nas pessoas”, ressalta. Investir em ética e compliance estimula diretamente a confiança. Atuar em um lugar em que se pode confiar nos líderes, nos processos e nas pessoas em geral traz maior satisfação pessoal e profissional, assim como a possibilidade de focar a energia de trabalho em produtividade e eficiência. “Isso exclui preocupações que ouvimos em algumas empresas, como, por exemplo: o profissional ter que mostrar trabalho, trabalhar na defensiva, com medo de se expor caso algo não saia conforme o resultado pretendido”, aponta Nascimento. Além disso, fraudes, desvios de patrimônio e de conduta podem ocorrer independentemente do tamanho e do faturamento da empresa. “Investir nessa área é importante para organizações de diferentes ramos e portes.” O processo mais efetivo para garantir a transparência e proteger a reputação das empresas é focar na construção de uma cultura de ética. “O importante é a conscientização da alta liderança sobre o tema.” O ideal é que toda a empresa participe dessa construção, convidando os funcionários para opinar sobre o que desejam com a empresa e sobre o ambiente que querem ter. “Todos devem se alinhar, passando por um mapeamento do que se tem hoje e aonde se quer chegar. Feito dessa forma, temos mais chance de perceber qualquer desalinhamento”, recomenda o coordenador jurídico. Normalmente, as empresas elegem uma pessoa para nortear as ações relacionadas ao tema, mas é importante lembrar que todos são responsáveis. Em uma cultura em que a ética é valorizada e em que todos são agentes propagadores dessa cultura, qualquer um que não esteja alinhado fica desestimulado a ter uma postura desconexa com o ambiente.

Perdas irreparáveis De acordo com Nascimento, quando as empresas percebem que investir em ética e compliance é importante, elas já sofreram perdas de patrimônio e de reputação que muitas vezes podem não ser revertidas. Se a empresa for grande, pode fazer uma campanha para reerguer a imagem, mas muitas menores podem sucumbir. “Os negócios familiares têm a tendência de acreditar que desvios são improváveis de ocorrer ali, e isso é um grande perigo. As companhias tendem a encarar investimentos no setor como um custo e a achar que podem não ter recursos para alocar nesse sentido.” Entretanto, esse capital é sempre positivo e pode garantir que todos que atuam em nome da organização estejam falando a mesma língua, passando a mesma imagem.

 

Fonte: Sindigraf RS

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